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FTTH – Banda Larga à Prova de Futuro



tinhualves enviou: Diversas são as soluções tecnológicas para provimento de banda larga aos usuários de serviços de telecomunicações. Porém em vez de discutirmos tecnologia, devamos considerar que a mudança mais importante nos últimos anos tem sido a própria transformação de como adquirimos e vamos adquirir serviços de telecomunicações de nossos provedores.

Mundialmente, os primeiros anos do século 21 têm testemunhado a integração de provedores de Telefonia, TV a cabo, serviços de Internet; aqui no Brasil este processo está sendo mais lento devido às peculiaridades de nossa regulamentação, mas vai acabar acontecendo. Este fenômeno de integração tem sido possível devido a duas tecnologias: a do Protocolo Internet (IP) e a das fibras ópticas.

Como atualmente a tecnologia permite prover voz, vídeo e serviços de dados sobre uma única rede IP, as operadoras estão rapidamente se movimentando para maximizar o número de serviços que elas podem oferecer a cada cliente individual através de um “pacote” de serviços.

Tecnologias tais como voz sobre IP (VoIP), televisão IP (IPTV) e banda larga tornam-se cada vez mais usuais. À medida que estes pacotes de serviços e tecnologias são oferecidos, as operadoras têm notado que suas redes originais, projetadas para eficientemente prestar um único serviço, estão sobrecarregadas e em muitos casos são incapazes de oferecer os serviços desejados.

Se olharmos para fora do Brasil, vamos ver que hoje em dia, conforme a Figura 1, redes já são projetadas com banda de mais de 20 megabits por segundo (Mbps) de forma a se atender cada assinante com diversos tipos de serviços, e que em quatro ou cinco anos as operadoras vão necessitar mais do que 40 Mbps por assinante à medida que serviços múltiplos são utilizados na casa, a TV de alta-definição (HDTV) se torna mais usual e os assinantes demandam conexões por internet cada vez mais rápidas (HSD, high-speed data).

Tudo isto está resultando em investimentos gigantescos em redes de acesso em diversos países como o Japão, Coréia e Estados Unidos.

Liderando essa onda de investimentos está o uso mais intenso de fibras ópticas monomodo nas redes de acesso de forma a se atender as necessidades cada vez maiores de banda dos usuários.

Cada vez mais, as operadoras estão descobrindo que a utilização das fibras óticas ao longo de todo o percurso até o cliente permite construir redes “à prova de futuro” pois maximiza a capacidade bidirecional das redes de acesso, garante uma maior confiabilidade da rede, diminui significativamente as despesas operacionais e proporciona maiores oportunidades de receita. Essa solução é conhecida no mercado como FTTH (Fiber To The Home – Fibra Até a Casa).

Muitos poderão argumentar que a realidade desses países é diferente da brasileira, e que por isso nossas soluções podem ser mais simples e econômicas. A dúvida que sempre fica é a da economia com investimentos menores em curto prazo, porém com vida útil mais curta, versus investimentos inicialmente maiores com vida útil mais longa.

Ao projetar uma arquitetura final futura mais abrangente e buscar uma implementação em etapas, é possível sair desse impasse e iniciar no Brasil numa maior escala a implantação de redes externas que se utilizem intensamente de fibras óticas.

O mercado tem se referido à penetração em geral das fibras óticas nas redes de acesso como FTTX. Isso tem criado certa confusão, uma vez que o FTTX acaba cobrindo uma série de arquiteturas e protocolos. De fato, algumas das redes utilizando tecnologia DSL ou redes híbridas fibra coaxial (HFC) podem se qualificar como FTTX porque utilizam fibras óticas no acesso como é feito numa rede ótica totalmente passiva (PON).

Acredito ser melhor fazer referência às redes com uma maior penetração das fibras fazendo referência à sua real arquitetura. As arquiteturas mais comuns são as de fibra até a casa (fiber-to-the-home ou FTTH), fibra até o edifício (fiber-to-the-building ou FTTB), fibra até a esquina ou caixa de emenda (fiber-to-the-curb ou FTTC) e fibra até o armário (fiber-to-the-node ou FTTN).

FTTH envolve o uso de fibras por todo o percurso até cada residência individual. O FTTH é completamente livre de cobre na rede externa e tipicamente provê serviços com banda de 30 a 100 Mbps, porém devido às características inerentes das fibras óticas ela poderá prover literalmente banda infinita.

O FTTB tipicamente utiliza uma arquitetura ponto-a-ponto na rede externa, provendo uma fibra dedicada para cada edifício ou conjunto de edifícios.

A fibra é terminada num terminal remoto (RT), que é um equipamento ativo que requer energização e segurança tipicamente instalado no subsolo do prédio dentro de um armário de utilidades ou numa sala de comunicações. Se o edifício tiver uma solução de cabeamento estruturado do tipo Cat.5 para cada unidade, uma rede Ethernet local é instalada para prover uma banda compartilhada de 10 ou 100 Mbps.

Se apenas par-telefônico é disponível, o RT é um DSLAM que provê os serviços de banda necessários no edifício. Atualmente aplicações típicas de FTTB provêm cerca de 10 Mbps.

As soluções FTTC levam a fibra até cerca de 150 a 300 metros do assinante, cada fibra é terminada em um RT e atende oito a doze assinantes. FTTN é similar em arquitetura ao FTTC exceto que o RT é colocado mais longe dos assinantes, até 1,5 km e atende cerca de 300 a 500 assinantes em cada célula.

Ambas utilizam o par de fios de cobre existente na rede externa para conectar o assinante. A banda é ditada pela tecnologia DSL e o comprimento da rede metálica. VDSL e VDSL2 funcionam melhor para as redes onde a fibra óptica vai mais longe, como as de FTTB e FTTC, enquanto que ADSL2, 2+ e 2++ são utilizadas nos sistemas FTTN. Os sinais em redes de cobre degradam significativamente em longas distâncias, diretamente afetando a largura de banda.

A penetração de fibra na rede tem relação direta com a largura de banda permitida para cada arquitetura, e conseqüentemente com o serviço a ser prestado pela operadora. As necessidades de banda de cada operadora podem diferir, mas com certeza estão todas crescendo. A operadora deve tomar isso em conta na medida em que decide qual arquitetura deverá empregar.

A penetração de fibra também é um indicador das despesas de capital (CAPEX) e despesas operacionais (OPEX) que a operadora espera ter. Um maior volume de fibra resulta em um maior CAPEX para reconstrução de áreas já atendidas, mas cada vez mais está próximo dos valores a serem gastos em todas as outras arquiteturas para áreas novas. Uma maior penetração de fibra também resultará comparativamente em redução das despesas operacionais, OPEX.

O FTTH permite uma maior economia devido às reduções de custo na rede, na central telefônica, nas atividades de planta externa bem como de serviço ao cliente. Com o histórico recente das operadoras japonesas e americanas é possível notar que a confiabilidade da rede aumentou bastante após a implementação do FTTH, assegurando um contínuo fluxo de novas receitas para as operadoras e uma maior satisfação do usuário final.

Em resumo, o futuro da banda larga está sem dúvida nas redes FTTH, pois elas são as únicas que maximizam a largura de banda disponível para cada residência, fazem com que a rede da operadora possa ser a prova de futuro permitindo adicionar serviços adicionais, aumentam a satisfação do usuário e diminuem despesas operacionais futuras.

No Brasil, em um primeiro momento, redes totalmente ópticas deverão atender nichos de mercado onde os serviços de telecom são restritos e a demanda alta, como os condomínios industriais de médio porte e condomínios residenciais de alto padrão, por exemplo.

Com o barateamento da tecnologia e a possibilidade de ajustar a configuração e o tamanho das redes para atender as crescentes demandas de serviços de voz, dados e vídeo através de uma única fibra, o FTTH deve se tornar o padrão das redes de telecom devido a sua maior confiabilidade e segurança em relação às redes de pares trançados, coaxiais e sem fio.

Fonte: Teleco


Postado em Segunda, março 05 @ 07:41:40 BRT por d4nk0
 
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