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Infra-estrutura de telecom: após um ano difícil, o que virá



TinhuAlves enviou: O final dos anos 90 e o início da década seguinte foram marcados por fortes ondas de investimento no setor de telecomunicações. A privatização do setor, a entrada de grandes grupos estrangeiros e o lançamento de novos serviços resultaram numa avalanche de investimentos, contribuindo para a excelente performance do setor de equipamentos de redes para operadoras.

Desde 2005, no entanto, o setor vem enfrentando uma espécie de ressaca, com a retração do orçamento de investimento das operadoras fixas e móveis. A redução do CAPEX das operadoras era esperada. Nos últimos dez anos, os investimentos em redes fixas, móveis, banda larga e comunicação de dados ocorreram simultaneamente e, embora novas tecnologias surgissem a todo o momento, era pouco provável que os investimentos se mantivessem nos mesmos níveis. De fato, desde 2005, o CAPEX das operadoras já encolheu cerca de 15%.

O setor de infra-estrutura de telecomunicações do Brasil não foi o único a sofrer com essa retração. A mesma tendência ocorreu em vários países desenvolvidos e em desenvolvimento ao redor do mundo. O impacto para os provedores de infra-estrutura de telecomunicações foi tal que, durante o ano de 2006, imensas consolidações ocorreram, como as junções Alcatel-Lucent e Nokia-Siemens, além da aquisição da Marconi pela Ericsson.

O ano de 2007 continua difícil para o setor. A cobertura da telefonia móvel já atinge 90% da população, a planta instalada de telefonia fixa segue praticamente estável desde 2002 e mesmo a rede de banda larga, que já atinge 2 mil municípios, tem consumindo investimentos cada vez mais marginais.

Diante desse cenário, a saúde do setor de equipamentos dependerá cada vez mais das novas tecnologias. Uma rápida pesquisa entre os fabricantes de equipamentos mostra claramente que 3G e WiMAX estão no topo da lista. O 3G seria a oportunidade de assegurar que o nível de investimento das operadoras móveis se mantivesse nos patamares atuais, ao passo que o WiMAX substituiria grande parte dos investimentos decrescentes em redes banda larga. O investimento em ambas as tecnologias, no entanto, esbarra em duas restrições:

* Regulatória: tanto na proposta do leilão do 3G quanto do WiMAX, a Anatel tenta incluir cláusulas que garantam a maximização dos investimentos, gerando controvérsias entre alguns participantes do setor;

* Retorno sobre investimento: há ainda muito ceticismo entre as operadoras quanto à viabilidade econômica das redes 3G neste momento. Além disso, muitas operadoras ainda vêem o WiMAX como uma tecnologia complementar, que demandaria investimentos marginais.

Apesar dessas barreiras, alguns investimentos em WiMAX e 3G deverão sair do papel ainda em 2007. A Telemig já anunciou que utilizará grande parte de seu orçamento de R$ 270 milhões para construir uma rede HSPA em Minas Gerais na faixa de 850 MHz. A Claro deverá aproveitar sua ampla cobertura em 850 MHz para seguir os mesmos passos. O WiMAX, entretanto, deverá ser adotado majoritariamente por operadoras fixas e provedores de comunicação de dados, como indicam os investimentos feitos pela Telmex na Argentina, Chile e Peru, além da EPM na Colômbia.

Além de WiMAX e 3G, tecnologias como xDSL, ethernet FTTH e IPTV deverão aparecer mais intensamente no orçamento de investimento das operadoras fixas no curto prazo, com as operadoras se posicionando para ofertar serviços triple play convergentes e bandas mais competitivas. As operadoras de cabo também deverão consumir mais recursos para digitalizar suas redes e ampliar a oferta de banda larga e serviços de VoIP. No médio e longo prazo, plataformas tecnológicas, como o IMS, deverão adicionar mais lenha ao CAPEX das operadoras.

Apesar da esperança de mais investimentos em redes e tecnologia, os provedores de infra-estrutura entendem que a saúde financeira do setor dependerá cada vez mais de um fluxo de receita menos oscilante. Esse entendimento tem levado praticamente todos os competidores a aumentar seus esforços na área de serviços. Atualmente, cerca de 30% dos investimentos das operadoras são aplicados em serviços como instalação, construção e manutenção da rede. A operação das redes, no entanto, continua a cargo das operadoras, apesar dos esforços dos provedores de infra-estrutura de convencer as operadoras fixas e móveis a terceirizarem o serviço, o que representaria uma interessante fonte de receitas para essas empresas.

A IDC acredita que os investimentos das operadoras de telecomunicações não deverão manter os mesmos patamares verificados em anos anteriores. A construção de redes 3G, WiMAX, IPTV, FTTH, entre outras, deverá ser mais gradual, diferentemente do que ocorreu no passado com tecnologias como GSM e ADSL. Por outro lado, as operadoras deverão transferir cada vez mais a inteligência das redes para os provedores, gerando demanda por serviços como consultoria e mesmo operação de redes.

Fonte:TelecomOnline


Postado em Quinta, outubro 04 @ 13:20:02 BRT por d4nk0
 
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